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Se é para fazer, vou fazer bem feito

13/01/2012

Hoje em dia, para ter sucesso na vida profissional, e até mesmo na pessoal, precisamos ter um bom aprendizado e uma boa educação. Quantas pessoas não sonham em cursar uma faculdade? Ou então fazer um bom curso para conseguir seguir uma carreira profissional tão desejada? ”Quando estou aprendendo estou crescendo como pessoa”, isso é o que passa em minha mente quando aprendo algo. Tenho em mente também que “se é para fazer, vou fazer bem feito”, por isso me esforcei ao máximo em entender tudo o que vi no FIC Cultura, que teve um papel muito importante na minha formação profissional e cultural.

Quantas vezes já cheguei a pensar: como o mundo seria mais capacitado se todos passassem pelo FIC Cultura, se houvesse o mesmo aprendizado que recebi em cada aula. Com certeza, seria diferente! Desde o primeiro dia passei a perceber a magia que havia no FIC. O ambiente proporcionado pelos educadores conseguiu cativar as pessoas, criar uma união que, de tal forma, parecia muito com uma família, com risadas, brincadeiras, afeto, atenção e tudo que um grupo necessita para se manter unido. O FIC Cultura é um curso que faz e fará parte da historia profissional de cada aluno e até mesmo dos educadores. Tenho certeza de que ao ver o resultado do trabalho do FIC, muitos irão pensar: como foi bom o investimento em um projeto que está mudando a cada dia o modo de pensar dos adolescentes e de enxergar o futuro. Com esse pensamento cabe a mim dizer que, se futuramente tiver que agradecer por ter me dado bem na vida, agradeço ao FIC Cultura.

Obrigado!

Mário Celso Pereira Junior, aluno do FIC Cultura da unidade São José do Rio Pardo.

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De Casa para o Trabalho

31/08/2011

Eu já fazia aulas quando o projeto ainda era Circo das Artes. Com o passar do tempo, virou Casa de Cultura e Cidadania e eu comecei a fazer aulas de Música e Circo. Quando começaram as aulas de Ginástica Artística, eu que sempre gostei de fazer aula no chão, como aprender a dar mortal, me inscrevi e aguardei surgir uma vaga. Quando ela apareceu, abracei com tudo e comecei a fazer ginástica. Aprendi muita coisa. Na área de música, no começo fazíamos sons com o próprio corpo para conseguir ter coordenação motora, só depois começamos a tocar em instrumentos. Consegui participar de diversas apresentações, dentro e fora da Casa. Cheguei a viajar para Lins para me apresentar na inauguração da unidade. Nem acreditei que estava mesmo indo para outra cidade. Fiquei todo besta, não só eu, como vários dos alunos que foram junto comigo. Nesse tempo todo, fiz várias amizades com alunos da Casa, com professores, e fiquei conhecido.

Ao mesmo tempo, eu trabalhava com reciclagem, normalmente não tinha hora para chegar. Quando o carro quebrava, eu não chegava na hora, mas graças a Deus isso era difícil de acontecer. Foi quando surgiu o Nurap. É um curso de administração para jovens, de 16 e 18 anos. No começo não acreditava muito, mas com um tempo vários professores conversaram comigo, porque todos eles sabiam da minha profissão. Pensei bem, conversei com minha mãe e ela me aconselhou a fazer o curso. Minha mãe sempre me aconselhou a ser uma pessoa boa, então fiz minha inscrição e comecei a fazer o curso. Quando acabou o curso, me pediram para aguardar em casa, que iriam me chamar para uma entrevista. Após 5 meses, fui chamado na Casa e, então, me disseram que a H.Melillo queria um aprendiz do curso. Nessa hora, eu achei que era brincadeira, mas ela me deu um papel com o endereço da H.Melillo. Fiquei todo besta, mas fui com tudo e agarrei a minha oportunidade.

Com o tempo adquiri vários conhecimentos, passei por varias dificuldades, mas graças a Deus hoje estou bem feliz com tudo o que a Casa fez por mim. Fiquei um bom tempo na produção e, depois de um trabalho que eu ajudei a Comunicação, recebi o convite para trabalhar na área. Eu falei que sim. Claro que no começo achei que iria acabar tudo por ali, porque achei que era muito difícil o serviço, mas fui com tudo novamente e agarrei outra oportunidade, mostrei que tenho interesse e que quero muito continuar na área. É difícil sim no começo, mas com um tempo tudo fica do jeito certo. E essa é minha historia de vida até os dias de hoje, só tenho a agradecer a todos que me ajudam. Obrigado!

Jorge Atanazio, colaborador da H.Melillo.

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TRANSFORMANDO PARA DESPERTAR NOSSA VERDADEIRA NATUREZA

20/12/2010

A rebeldia do rock e da juventude também pode conviver com a orientação dos “dinossauros” que já passaram pela adolescência, é a moral da história dessa personalidade que cresceu na Casa.

Vestindo uma camisa estampando a lendária Janis Joplin, estilo despojado, o participante Luiz Henrique Vicente, da Casa de Cultura e Cidadania de Barra Bonita, mais conhecido na Casa pelo carinhoso apelido de “Natureza”, é um exemplo de transformação que o projeto pode conferir à vida de quem se envolve de verdade.

Natural de Barra, atualmente com 19 anos, é um rosto muito mudado daquele de quando chegou a Casa, cerca de três anos atrás. Naquela época já tão distante, ostentava “um cabelão black power e um piercing com uma corrente que ia da orelha à boca”, conta.

Fascinado pela música, tocava numa banda e agia como um conturbado astro do rock: aluno do FIC Cultura, causava transtornos aos educadores e colegas nas aulas e um pouco de aborrecimento à família, que sonhava com um bom futuro ao jovem.

Tempo de mudar

Contudo, a convivência com os educadores, o envolvimento dos seus cuidadores com o projeto e a perspectiva trazida pela profissionalização na área cultural trouxeram a maturidade pessoal e artística a ele, agora rumo ao crescimento profissional.

Hoje, Luiz, o nosso Natureza, continua um jovem fissurado pela música, mas levou a criatividade distorcida pela rebeldia para um outro foco: auxilia os educadores nas aulas, participa ativamente do projeto e, ainda, ajuda nos ônibus que atendem a Casa, deixando com satisfação os alunos em suas casas.

Olhando para o futuro

Atingindo a idade limite para participar do FIC Cultura, é hora de vislumbrar a vida profissional no mundo além dos portões da Casa. “Agora, penso em usar o que aprendi na Casa para viver da música. Também quero trabalhar com fotografia”, sonha Natureza.

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HISTÓRIAS DE TRANSFORMAÇÃO RETRATADAS NO DOCUMENTÁRIO “DIÁLOGOS”

21/07/2010

Confiram o vídeo Diálogos, que conta, através de depoimentos, histórias de transformação vividas nas Casas de Cultura e Cidadania.
Criado e editado por Fabio Dias – Fabu, participante do projeto.

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Alice na Casa das Maravilhas

15/07/2010

“Professora, olha aqui o que eu tô conseguindo fazer!”

Esta frase tornou-se uma constante no dia a dia de Aline*, 8 anos, participante da Casa de Cultura e Cidadania, desde 2009, em Caconde.

Aline é uma menina muito especial, sempre amorosa, delicada, vaidosa e querida por todos! A pequena Aline nasceu prematura, aos 8 meses, devido à uma hemorragia materna. É a caçula de cinco irmãos e foi amamentada até os 5 anos. Realiza as atividades diárias normalmente, menos trocar de roupa sozinha. Desde bem pequena apresentava dificuldades para andar, iniciando seus primeiros passos aos dois anos e cinco meses.

Era uma vez… durante uma brincadeira de amarelinha, percebemos o quanto Aline estava “perdida”. Ela não sabia pular corda, brincar de amarelinha, correr, pular, levantar-se com facilidade, tinha dificuldade em realizar movimentos corporais e isto a isolava do grupo.

 Em 2010 quando iniciou as atividades nas aulas de Ginástica Artística (GA), chamou a atenção dos educadores por apresentar dificuldades ao realizar movimentos básicos, como uma corrida leve. Outro aspecto notado foi a presença de tremores, principalmente em situações novas. Parece que Aline sentia-se insegura e ansiosa em enfrentar situações diferentes das encontradas em seu dia a dia.

As aulas da GA auxiliaram no desenvolvimento psicomotor. Aline avança consideravelmente em todos os aspectos, pois está enfrentando obstáculos, superando situações novas e adquirindo confiança em si mesmo.

Após uma conversa da equipe de gestão com a mãe de Aline, ela nos confirmou o seu visível progresso.
“Lá em casa ela melhorou muito, cai menos, me ajuda em casa secando a louça, está pegando objetos com mais segurança. Faz brincadeiras que não fazia antes. Está mais alegre”, relata Claudete, mãe de Aline.

Hoje, podemos dizer que Aline está encontrando o caminho “da Casa” e assim vivendo a cada dia em um mundo de descoberta, surpresas e maravilhas! Esta garotinha tem muito a melhorar ainda, mas ela superou seus limites e enfrentou os desafios. Foi capaz de dedicar a algo que estava gostando, o trabalho da Casa, e encontrou o caminho da superação, da cooperação, da amizade e da convivência social.

*O nome foi alterado para preservar a sua privacidade

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