A rebeldia do rock e da juventude também pode conviver com a orientação dos “dinossauros” que já passaram pela adolescência, é a moral da história dessa personalidade que cresceu na Casa.
Vestindo uma camisa estampando a lendária Janis Joplin, estilo despojado, o participante Luiz Henrique Vicente, da Casa de Cultura e Cidadania de Barra Bonita, mais conhecido na Casa pelo carinhoso apelido de “Natureza”, é um exemplo de transformação que o projeto pode conferir à vida de quem se envolve de verdade.
Natural de Barra, atualmente com 19 anos, é um rosto muito mudado daquele de quando chegou a Casa, cerca de três anos atrás. Naquela época já tão distante, ostentava “um cabelão black power e um piercing com uma corrente que ia da orelha à boca”, conta.
Fascinado pela música, tocava numa banda e agia como um conturbado astro do rock: aluno do FIC Cultura, causava transtornos aos educadores e colegas nas aulas e um pouco de aborrecimento à família, que sonhava com um bom futuro ao jovem.
Tempo de mudar
Contudo, a convivência com os educadores, o envolvimento dos seus cuidadores com o projeto e a perspectiva trazida pela profissionalização na área cultural trouxeram a maturidade pessoal e artística a ele, agora rumo ao crescimento profissional.
Hoje, Luiz, o nosso Natureza, continua um jovem fissurado pela música, mas levou a criatividade distorcida pela rebeldia para um outro foco: auxilia os educadores nas aulas, participa ativamente do projeto e, ainda, ajuda nos ônibus que atendem a Casa, deixando com satisfação os alunos em suas casas.
Olhando para o futuro
Atingindo a idade limite para participar do FIC Cultura, é hora de vislumbrar a vida profissional no mundo além dos portões da Casa. “Agora, penso em usar o que aprendi na Casa para viver da música. Também quero trabalhar com fotografia”, sonha Natureza.